A Ópera Estatal da Hungria celebra 130 anos. O edifício é um marco da arquitetura do Império Austro-Húngaro e da dinastia dos Habsburgo.<br /><br />Além do esplendor da talha dourada de 24 quilates, que devia rivalizar com a riqueza de Viena, a ópera de Budapeste tornou-se uma referência em matéria de segurança anti-incêndio.<br /><br />“A construção da ópera de Budapeste coincide com o incêndio de um teatro em Viena. O fogo matou 386 pessoas no Ringtheater. Por isso, várias regras de segurança e dispositivos para prevenir incêndio foram inventadas nessa altura. A ópera de Budapeste foi a primeira a ter uma cortina anti-incêndio, e vários dispositivos para prevenir fogos. A primeira máquina hidráulica moderna para um palco foi construída na Ópera de Budapeste, para substituir as estruturas de madeira do período barroco”, explicou Miklós Borsa, diretor técnico do edifício.<br /><br />O candeeiro da Ópera de Budapeste, fabricado na Alemanha, pesava três mil quilos. Funcionava a gás e não podia ser desligado nos intervalos, o que criava um ambiente especial na sala de concertos.<br /><br />“Imaginemos o ambiente romântico dessas noites na ópera com uma luz crepuscular. A luz do candeeiro a gás não é branca. A penumbra colorida refletia-se na decoração dourada das paredes. As senhoras envergavam belos vestidos com grandes decotes ao lado dos capitães em uniforme. É um pouco como a atmosfera descrita nos romances de Alexander Dumas, uma atmosfera que fazia parte da sofisticada vida social do século XIX”, acrescentou o responsável.