Que sistema, que forças políticas e que Ucrânia vão emergir das urnas de voto depois do escrutínio legislativo de 26 de outubro? E que relações serão estabelecidas pelo novo parlamento com a Rússia?<br />É uma das principais dúvidas que se colocam em relação ao governo que sair destas eleições. <br />Há sempre o risco das vozes contra a Rússia inflamarem ainda mais o conflito.<br />A tensão dura há meses: o encontro em Milão, dos chefes da diplomacia de ambos os países, sob os auspícios da Europa, não deu em nada politicamente – com esceção de um acordo sobre a distribuição de gás. A situação no terreno mantém-se e a Rússia nem sequer admite que interfere na região. <br /><br />Os combates prosseguem, na região de Donetsk, os combatentes pró-russos da capital de Donbas festejaram, no domingo, a primeira autoproclamada festa local. Assim, demonstram que não têm nenhuma intenção de regressar à esfera de influência de Kiev ou de participarem nestas eleições. Pelo menos 12% de ucranianos não votam (a Rússia diz que são 25%). A situação vai permitir a Moscovo, denunciar a ilegitimidade do escrutínio. <br /><br />A Rússia, que afirma também não intervir nas eleições, já fez saber pelo ministro Serguei Lavrov qual é a política do seu MNE:<br /><br />“- Não podemos perder a Ucrânia, porque a Ucrânia não é um grupo de pessoas que fez um golpe e tomou o poder de assalto. A Ucrânia não são esses nazis que se manifestam em Kiev e noutras cidades, que vandalizam por todo o lado, destroem monumentos e lembram cúmplices de Hitler. A Ucrânia é uma nação irmã, para nós”.<br /><br /> O próximo parlamento deverá ser pró-ocidental e nacionalista. Mesmo que não fosse, o Kremlin espera os resultados para o próximo movimento em relação a Kiev.
