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Dia Mundial do Saneamento Básico

2014-11-19 14 Dailymotion

Duas mil crianças, com menos cinco anos de idade, morrem todos os dias nos países em desenvolvimento, por causa da guerra, da fome ou de doenças diarreicas – um tabu que mata, porque ninguém quer lembrar o problema. <br />A falta de acesso a verdadeiras casas de banho afeta 2,5 mil milhões de pessoas no mundo. <br />Mil milhões são obrigadas “a ir ao campo” fazer as suas necessidades, entre as quais 825 milhões em 10 países da Ásia, nomeadamente na Índia, com 597 milhões.<br /><br />É uma catástrofe, pois a falta de sanitários equivale a falta de água potável, o ambiente ideal para a propagação da cólera, febre tifoide, hepatite, poliomielite, diarreia, infestação de lombrigas… doenças que, facilmente, se transformam em endémicas. <br />A epidemia do Ébola é mais uma prova de que o vírus se propaga pelos líquidos humanos. Na Libéria, o país mais afetado, metade da população não tem sanitários. Na Serra Leoa só há casas de banho – se assim podemos chamar – para 28% da população. <br /><br /> Fleur Anderson, responsável na “WaterAid”:<br />“- Vemos, com a crise atual do Ébola, que há, na realidade, falta de boas instalações hospitalares, o que impede os médicos e as enfermeiras de constatar a taxa de mortalidade infantil. Dez milhões de crianças morrem de subnutrição, de pneumonia ou de diarreia, desde o ano 2000”.<br /><br />Na Índia, mais de metade da população é forçada a embrenhar-se na natureza, o que não constitui apenas um problema de higiene mas também de segurança para as meninas e mulheres. Sentem-se vulneráveis, como explica Kesar, uma mulher do Rajastão:<br /><br />“Ir lá fora afeta a minha dignidade, mas não tenho outra opção. Tenho de ir. O problema é que, se aparecer alguém, homem ou mulher, tenho de me levantar.”<br /><br />A construção de sanitários tem sido completamente esquecida no desenvolvimento, apesar de ser absolutamente prioritária, não apenas por uma questão de saúde pública. Os países que investiram, há 30 anos, como a Coreia do Sul e Singapura modernizaram-se nesse sentido. Basta apenas haver vontade pública, nem sequer é preciso dinheiro.

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