A França acordou, este sábado, ainda em estado de choque, depois dos três dias de terror que o país viveu, que começaram com o massacre nas instalações do Charlie Hebdo e terminaram com a morte de 17 pessoas – e dos três terroristas às mãos das forças de assalto.<br /><br /> Na Porte de Vincennes, no sudeste de Paris, a população tenta agora voltar pouco a pouco a uma vida normal, mas não é fácil.<br /><br /> “Já não é como antes. Saímos da nossa casa e não sabemos se vamos voltar. E isso mete medo”, admite uma habitante do bairro, maioritariamente judeu.<br /><br /> Um jovem acrescenta: “O que aconteceu é trágico. Mas temos de erguer-nos, de avançar. Essas pessoas não vão destruir-nos.”<br /><br /> Em Dammartin-en-Goële, no nordeste de Paris, esta manhã, um forte dispositivo policial lembrava ainda as 8 horas de terror que a pequena localidade de 8000 habitantes viveu, esta sexta-feira.<br /><br /> Entretanto, em frente às instalações do Charlie Hebdo, no 11.° bairro de Paris, continuam a acumular-se as mensagens de apoio e de homena
