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Massacre de Orlando: FBI diz que Mateen agiu em solitário. Obama crítica lei de porte de armas

2016-06-14 8 Dailymotion

As autoridades federais dos Estados Unidos dizem não ter encontrado qualquer prova de uma ligação direta entre Omar Mateen, o homem que matou 49 pessoas numa discoteca LGBT em Orlando, Florida, e os jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico (EI) ou Daesh, pela sigla em língua árabe. Para as autoridades, Mateen seria um extremista que, nascido e criado em solo dos EUA, se radicalizou de forma progressiva à medida que ia conhecendo diferentes grupos radicais islamistas que atuam a nível internacional. <br /><br /> Mateen, o autor do pior ataque com armas de fogo na História dos EUA, demonstrou apoiar, por exemplo, diferentes grupos jihadistas armados. Uma atitude que para o diretor da agência federal de investigação criminal norte-americana, o FBI, James Comey, “faz com que seja ainda mais complicado entender os motivos” do atacante. <br /><br /> Omar Mateen, cidadão dos EUA de 29 anos nascido em Nova Iorque era de origem afegã. Foi abatido pelas forças de intervenção especial SWAT, durante a operação levada a cabo na discoteca Pulse, uma das mais conhecidas na cidade de Orlando, depois de três horas de tensão.<br /><br /> Director Comey and DAG Yates provide an update on the #Orlando #PulseShootings investigation https://t.co/50zIfxE0qX pic.twitter.com/uLEenNS5pp— FBI (@FBI) 13 de junho de 2016<br /><br /> “Até agora, não encontrámos um plano coordenado a partir do exterior dos EUA e não temos nenhuma indicação no sentido de que Mateen fizesse parte de numa rede,” disse Comey, para quem Mateen foi alvo de uma radicalização via Internet. <br /><br /> O FBI tinha investigado Omar Mateen durante 10 meses em 2013, mas não encontrou provas de que tivesse cometido ou viesse a cometer crimes relacionados com grupos jihadistas. No entanto, nas chamadas que realizou para o número de emergências 911, Mateen expressou o seu apoio por diferentes grupos islamistas radicais.<br /><br /> Entretanto, os jihadistas do Estado Islâmico, que controlam atualmente porções de território reconhecidas internacionalmente como parte integrante do Iraque e da Síria, reclamaram a responsabilidade do massacre, mas não deram qualquer informação no sentido de uma coordenação entre o grupo e Omar Mateen.<br /><br /> Survivor of Orlando gay nightclub shooting says he feels guilty, not lucky, to be alive. https://t.co/iecjmimpmd— The Associated Press (@AP) 14 de junho de 2016<br /><br /> O massacre de Orlando teve lugar depois do massacre de 14 pessoas na cidade californiana de São Bernardino, em 2015 e deixa as autoridades preocupadas a respeito de possíveis ataques de natureza islamista levados a cabo por cidadãos nacionais, muitos atuando como “lobos solitários”, ou seja, sem uma coordenação direta de grupos jihadistas no estrangeiro.<br /><br /> Presidente Obama em Orlando<br /><br /> O presidente Barack Obama deverá deslocar-se à cidade de Orlando já na próxima quinta-feira para prestar homenagem às vítimas da discoteca Pulse. Obama teceu duras críticas à atual lei de porte de armas vigente nos Estados Unidos, dizendo que era preciso ter consciência do perigo a mesma representava para a cidadania: <br /><br /> “Foi um ataque devastador para todos os norte-americanos. Especialmente doloroso para as gentes de Orlando, embora reconheça que poderia ter acontecido em qualquer parte do país,” disse Obama.<br /><br /> “In the face of hate and violence, we will love one another. We will not give into fear.” —POTUS https://t.co/i7fOS38GzH— The White House (WhiteHouse) 12 de junho de 2016<br /><br /> “Temos de nos assegurar de que refletimos acerca dos riscos que estamos dispostos a tomar ao deixarmos que seja tão fácil para as pessoas deste país comprar armas de fogo tão potentes,” concluiu. <br /><br /> Obama tinha anteriormente descrito o massacre de Orlando com um ato “de terror e de ódio”. <br /><br /> Minuto de Silêncio no Congresso<br /><br /> O Congresso dos Estados Unidos fez um minuto de silêncio pelas 49 do ataque da madrugada de domingo. <br /><br /> Mas vários democratas recusaram participar, por acharem que a câmara não tem feito o suficiente para proteger os cidadãos dos Estados Unidos de massacres como o de Orlando. O minuto de silêncio chegou mesmo a ser interrompido por protestos de alguns membros do Partido Democrata.<br />

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