A Turquia prossegue os bombardeamentos em território sírio, a horas da entrada em vigor da trégua acordada por Rússia e EUA em Genebra.<br /><br /> Ancara afirma que 20 combatentes do grupo Estado Islâmico (EI) foram mortos durante os ataques da aviação junto à fronteira dos dois países.<br /><br /> O presidente turco voltou hoje a justificar as ações como uma forma de neutralizar o que considera ser uma ameaça nacional.<br /><br /> “Temos o dever, face ao nosso povo, de neutralizar o grupo Estado islâmico na Síria, de forma a que não possam levar a cabo ataques no nosso territóri. A operação ‘Escudo de Eufrates’ é a primeira fase desta luta”.<br /><br /> O governo turco tinha saudado ontem a trégua no território, quando a operação militar visa não só os combatentes islamitas, mas também as milícias curdas, aliadas de Washington na luta contra o grupo Estado Islâmico.<br /><br /> Desde finais de Agosto que Ancara leva a cabo vários ataques, em colaboração com os rebeldes do Exército Livre Sírio, para criar uma zona tampão, numa faixa de 90Km junto à fronteira norte da Síria. <br /><br /> Num discurso ao país, por ocasião das festividades muçulmanas do Eid al-Adha, Erdogan afirmou estar igualmente determinado, “a neutralizar a ameaça do PKK (separatistas curdos)”, assim como do movimento de Fetullah Gullen, acusado de ter organizado o golpe militar falhado de Julho.<br /><br /> Os novos ataques da aviação curda ocorrem num momento em que tanto Damasco, como a aviação russa, prosseguem igualmente os bombardeamentos contra posições dos rebeldes sírios.<br /><br /> As últimas ações teriam provocado cerca de uma centena de mortos, em Douma, nos arredores de Damasco, assim como em Aleppo e Idlib, no noroeste do país.<br />
