Com Reuters<br /><br /> O Banco Europeu de Investimento diz que a quase totalidade dos mais de 300 mil milhões de euros do Fundo Europeu para o Investimento Estratégico (EFSI, pela sigla em língua inglesa) da União Europeia, conhecido como Plano Juncker, foi gasto nos países mais ricos do bloco.<br /><br /> Segundo um relatório do BEI, 92 dos mais de 100 mil milhões de euros foi investido, no primeiro ano de aplicação do plano, nas 15 economias mais ricas da União. <br /><br /> Os 13 Estados membros mais pobres, como as economias da Europa de leste, receberam apenas 8% dos fundos. <br /><br /> Uma situação que o Banco Europeu de Investimento descreve como “preocupante.”<br /><br /> What are #EFSI latest figures? How many transactions have been approved? What are the top sectors? How many countries are covered? #investEU pic.twitter.com/N3EaGBKltf— EIB – the EU bank (@EIB) September 30, 2016<br /><br />Foi o setor energético o que mais recebeu em termos de fundos destinados ao desenvolvimento de infraestruturas e inovação, com 46% das ajudas disponíveis.<br /><br /> Neste caso, foram países como Espanha e Itália os que mais beneficiam no que a investimento diz respeito, tal como o Reino Unido, que decidiu deixar a União Europeia num referendo realizado em junho deste ano, o brexit.<br /><br /> Cerca de 75 mil milhões de euros do plano destinam-se ao estímulo de pequenas e médias empresas. <br /><br /> Neste caso, foram as economias francesa, alemã e italiana as que mais beneficiaram dos fundos, recebendo 54% do total disponível.<br /><br /> O estudo do BEI apela a que sejam realizados mais investimentos em setores até agora não contemplados, que deverão passar a ser considerados elegíveis, tendo em conta as as necessidades das economias da UE consideradas menos desenvolvidas.<br /><br /> O plano de investimento conhecido como Plano Juncker foi lançado no ano passado e tem como objetivo atrair fundos privados para grandes investimentos durante três anos.<br /><br /> O plano prevê a aplicação de 315 mil milhões de euros, a distribuir pelos 28 Estados membros, façam ou não parte da chamada zona euro. <br /><br /> Os investimentos em setores considerados mais arriscados contam, por outro lado, com fundos públicos na ordem dos 21 mil milhões de euros, disponibilizados pela União Europeia.<br />
