O excesso de petróleo no mercado deverá prolongar-se até meados de dois mil e dezassete. A Agência Internacional de Energia é menos otimista do que a petrolífera saudita, Aramco. <br /><br /> Este estima que o mercado já está a recuperar e deverá melhorar ainda mais no próximo ano, a tempo da sua entrada na bolsa, talvez, em 2018. <br /><br /> Dois anos de preços baixos debilitaram as empresas do setor. O presidente da Aramco, Amin Nasser, adianta: “A indústria do petróleo e do gás tem sido abalada pelo colapso das receitas, pelos cortes laborais e pelos encerramentos. De facto, se o mercado continuar frágil, estimamos que cerca de um bilião de dólares de investimento seja adiado ou cancelado até ao final da década”. <br /><br /> Os cortes no investimento, segundo Nasser, terão consequências no futuro. O chefe da Aramco alerta para os riscos de um colapso da produção na próxima década. <br /><br /> Segundo a AIE, um acordo entre os países da OPEP e a Rússia permitiria estabilizar rapidamente o mercado. Mas a Rosneft, que produz 40% do petróleo russo, não parece disposta a compromissos. <br /><br /> O presidente do grupo, Igor Setchin, declarou que não pretende baixar a produção no quadro de um eventual acordo da OPEP. Uma declaração dura depois de Vladimir Putin ter aberto a porta a um entendimento.<br />