Donald Trump diz-se inocente e aponta para a teoria da conspiração, acusando a rival Hillary Clinton, “lobbies” e, em particular, os meios de comunicação de estarem por trás das várias denúncias de abusos sexuais contra o candidato republicano que foram tornadas públicas nos últimos dias.<br /><br /> Num comício na Florida, Trump afirmou categoricamente que as alegações, que classificou de “viciosas”, de que teve uma “conduta inapropriada com mulheres são total e absolutamente falsas”.<br /><br /> Mas os testemunhos em contrário multiplicam-se. Ameaçado com um processo por difamação da parte de Trump, o jornal New York Times afirmou-se disposto a ir tribunal e defendeu a veracidade do artigo sobre Jessica Leeds, que revela ter sido vítima de um assalto sexual do magnata a bordo de um avião, no início da década de 80.<br /><br /> Linda Ross, uma amiga de Leeds, explica que depois dos “encorajamentos de um grande número de pessoas” e, sobretudo, depois do debate do passado domingo – durante o qual Trump admitia declarações indecorosas, mas dizia nunca ter passado aos atos – ela “sentiu que tinha chegado o momento de [...] tornar pública” a sua história.<br /><br /> Pouco depois do New York Times – que revela outro incidente com uma segunda mulher em 2005, no ano em que o magnata se casou com Melania Trump – a People publicou um artigo onde uma das suas jornalistas diz ter sido acossada pelo candidato.<br /><br /> Charlotte Triggs, editora senior da revista, explica que, em 2005, Natasha Stoynoff foi cobrir uma história à mansão do casal Trump e “enquanto Melania mudava de roupa no andar de cima – numa altura em que estava grávida -, Donald [...] fechou [a jornalista] num quarto, empurrou-a contra uma parede e tentou beijá-la”, deixando-a “tão chocada, que não sabia o que fazer”.<br /><br /> Ao mesmo tempo que Trump apontava o “dedo acusatório” aos meios de comunicação, o Comité para a Proteção dos Jornalistas – ONG internacional independente com base em Nova Iorque – afirmava que se o magnata chegar à Casa Branca pode representar “uma ameaça para a liberdade da imprensa”.<br />
