Um dia após um debate cheio de acusações mútuas, Hillary Clinton e Donald Trump fizeram uma pausa no combate verbal que tem marcado a campanha para a presidência, na noite de quinta-feira. No tradicional jantar de beneficiência da arquidiocese de Nova York, os dois candidatos escolheram um tom mais descontraído, e sentaram-se lado a lado.<br /><br /> Trump vestiu-se de simpatia e recorreu à ironia, evocando a correspondência de Hillary revelada no site Wikileaks: “Não pensei que Hillary estaria aqui esta noite, o mais provável é não lhe terem enviado um convite por e-mail.”<br /><br /> Mas foi vaiado assim que saíu do resgisto humorístico: “Para Hillary, o que conta é desiludir as pessoas com uma política pública em total contradição com a política que faz em privado.”<br /><br /> Hillary Clinton questionou-se sobre a nota, de um a dez, que Donald Trump daria à figura feminina representada na Estátua da Liberdade, a deusa Libertas:<br /><br /> “Donald olha para a Estátua da Liberdade e dá-lhe um quatro.<br />Ou talvez um cinco, se ela largar a tocha e a tabuleta e mudar de penteado.”<br /><br /> O jantar de beneficiência da Fundação Alfred E. Smith realiza-se de quatro em quatro anos para recolher fundos para obras de caridade da organização americana Catholic Charities, e é tradicionalmente a ocasião para o último encontro público dos candidatos à presidência.<br /><br /> Criado em honra do ex-governador Al Smith, o primeiro candidato católico de um grande partido nas eleições presidenciais americanas, o jantar de beneficiência da fundação Alfred E. Smith Memorial é habitualmente presidido pelo arcebisbo de Nova Iorque.<br />
