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Europeus vivem mais anos, mas com mais doenças crónicas

2016-11-23 1 Dailymotion

Portugal é dos países europeus exemplares do aumento da esperança média de vida nos últimos 25 anos, com valores idênticos aos da média europeia. <br /><br /> De acordo com um estudo conjunto da União Europeia e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE): <br /><br /> – em 1990, os europeus viviam em média 74,1 anos, tendo aumentado, em 2014, para 80,9 anos <br /><br /> – atualmente, as mulheres europeias vivem em média 83,6 anos e os homens 78,1 anos <br /><br /> Estes valores são muito similares aos registados, em média, em Portugal: 81,3 para o total da população, 84,4 anos para as mulheres e 78 anos para os homens. <br /><br /> Na apresentação do documento, em Bruxelas, o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, disse que “o aumento da esperança média de vida deve ser celebrado, obviamente, mas permanecem assimetrias entre países e no interior dos países”. <br /><br /> “Cidadãos da Europa ocidental vivem em média mais cinco anos do que os cidadãos dos países do centro e do leste. No interior dos países, as pessoas com alto nível de estudos vivem mais sete anos do que as que têm pouca educação formal”, acrescentou Angel Gurría. <br /><br /> Contudo, viver mais não significa viver com saúde, porque o estudo alerta para aumento dos custos médicos e das mortes relacionadas com fatores de comportamento. <br /><br /> O tabaco, os excessos na alimentação e o álcool estão ligados ao aumento das doenças crónicas muito debilitantes ou fatais tais como diabetes, cancro, doenças cardiovasculares e respiratórias.<br /><br /> A morte prematura de 550 mil pessoas em idade laboral na União Europeia devido a este tipo de doenças, custa à economia comunitária 115 mil milhões de euros ou 0,8% do Produto Interno Bruto.<br /><br /> Embora o diagnóstico precoce e os melhores tratamentos tenham aumentado substancialmente a percentagem de pessoas que sobrevivem a estas doenças, muitos países ainda têm dificuldades em aumentar as taxas de sobrevivência ao cancro, por exemplo.<br /><br /> Para a OCDE, a carga da saúde nos gastos com benefícios sociais é elevada, no entanto os estados-membros da União Europeia destinam, apenas, cerca de 3%, em média, dos seus orçamentos de saúde à saúde pública e à prevenção.<br />

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