Com AFP<br /><br /> Milícias pró-governamentais e homens do Governo líbio de União Nacional (GNA, pela sigla em língua inglesa correspondente a Government of National Accord) anunciaram a conquista da cidade de Sirte, importante feudo dos jihadistas fiéis ao autoproclamado Estado Islâmico ou Daesh, pela sigla em língua árabe.<br /><br /> Sirte fica situada no coração do Golfo de Sidra, costa líbia, entre as cidades de Tripoli e Benghazi.<br /><br /> Depois de assumirem o controlo total da cidade, as forças pró-governamentais dizem ter expulsado todos os jihadistas ainda presentes na zona.<br /><br /> As mesma fontes dizem ainda terem conseguido salvar muitas mulheres e crianças que “os jihadistas utilizavam como escudos humanos.”<br /><br /> A tomada de Sirte aos jihadistas fiéis ao Daesh por parte das forças próximas ao GNA ocorre cerca de sete meses depois do primeiro ataque, lançado em maio.<br /><br /> Foi em junho de 2015 que militantes islamitas fiéis ao autoproclamado Estado Islâmico aproveitaram o caos em que se encontrava a Líbia para tomar posições no vasto país norte-africano, que passa ainda por uma fase de transformação, depois da queda de Muamar Kadhafi, há cinco anos.<br /><br /> SRSG Martin Kobler full statement to the UN #SecurityCouncil on #Libya: https://t.co/8l2oB79Jnp— UNSMIL (@UNSMILibya) 6 décembre 2016<br /><br />Nações Unidas recordam situação ainda complexa<br /><br />O emissário das Nações Unidas para a Líbia, Martin Kobler, disse que é importante pensar na criação de uma guarda presidencial para proteger o Governo de União Nacional.<br /><br /> Kobler disse que seria importante que o GNA fosse protegido por algo mais do que forças e milícias.<br /><br /> Apesar de felicitar a tomada de Sirte, o emissário da ONU para a Líbia recordou que a situação no país continua “complexa” e que “os progressos não são irreversíveis.”<br />
