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Brexit: "É uma estratégia arriscada dizer à Europa : sejam bonzinhos senão o Reino Unido fica furioso"

2017-01-17 1 Dailymotion

No Fórum Económico Mundial, em Davos, a euronews falou com dois especialistas sobre as futuras negociações entre o Reino Unido e a União Europeia.<br /><br /> “Se olharmos para o que se passou na Grécia, nos últimos cinco anos, vemos que nas negociações temos os 27 países de um lado e um só país do outro. A posição dos 27 vence. Eles unem-se para garantir a sobrevivência da União Europeia. É uma estratégia arriscada dizer à Europa : sejam bonzinhos senão o Reino Unido fica furioso”, afirmou Ryan Heath, correspondente do site Politico.<br /><br /> “A Teresa May tem de ser realista em relação aos próximos dois anos. Ela não tem uma boa equipa, o Reino Unido não possui peritos em comércio, há décadas. Vai ser difícil desenvolver essas competências e chegar a um acordo em dois anos. Não se trata apenas do divórcio, mas de construir uma nova relação e de manter a boa vontade da União Europeia em relação ao outro lado”, acrescentou Ryan Heath.<br /><br /> Para a consultora Ernst & Young, a saída do Reino Unido do bloco europeu pode representar uma diminuição do capital disponível para as empresas europeias.<br /><br /> “Os serviços financeiros em Londres geram 1,3 mil milhões de euros de empréstimos às empresas europeias . 70 por cento dessa soma vem dos bancos britânicos ou de bancos sedeados em Londres. Trata-se de um aspeto fundamental do acordo de transição para o Brexit. Se essa questão não for negociada, há um risco para a economia europeia, um risco de abrandamento do crescimento do capital injetado pelos bancos”, disse Andrew Baldwin, gestor da Ernst & Young.<br />

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