A Alemanha está de olhos postos no Oriente, depois de Donald Trump ter retirado os Estados Unidos do Acordo de Associação Transpacífico, TPP em inglês. <br /><br /> Segundo Sigmar Gabriel, Berlim vai aproveitar as novas oportunidades comerciais na América do Sul e nos países membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). <br /><br /> O vice-chanceler e ministro alemão da Economia adianta: “Se um presidente americano inicia um conflito comercial, eu não falaria de guerra comercial, com os países asiáticos e a China. Claro, vamos aconselhar a Europa a dizer aos países da ASEAN, à China e à Índia que “queremos ser parceiros comerciais justos”. Pedimos o mesmo à China, mas devemos aproveitar as oportunidades e portas que se abrem”. <br /><br /> Cerca de 10% das exportações alemãs têm como destino os Estados Unidos e, segundo Gabriel, a indústria deve manter-se confiante face à política protecionista norte-americana. <br /><br /> Mas perante a ameaça de uma subida das taxas aduaneiras para carros importados, que pode afetar a Volkswagen, o vice-chanceler retaliou, dizendo: “Os Estados Unidos têm de produzir melhores veículos”.<br />