O neo-musical “La La Land”, com 14 nomeações, junta-se ao “Titanic” e “All About Eve” no recorde de nomeações da história dos Oscares. Mas a academia estabeleceu um outro recorde ao nomear seis atores negros e 3 filmes com temas afro-americanos. <br /><br /> Oito nomeações para “Moonlight” – que conta a dificuldade da vida de um negro gay, desde a infância até à idade adulta – entre as quais a de melhor filme, melhor realizador para Barry Jenkins, melhores atores secundários para Mahershala Ali e Naomie Harris e melhor argumento.<br /><br /> Quatro nomeações para “Fences” que segue a vida de um coletor de lixo e a família nos anos 50. Melhor filme; melhor ator, Denzel Washington; melhor atriz secundária, Viola Davis e ainda melhor argumento adaptado.<br /><br /> “Hidden Figures”, que é a história de três mulheres afro-americanas brilhantes que trabalham para a NASA recebeu três nomeações: melhor fotografia, melhor adaptação e melhor atriz secundária para Octavia Spencer.<br /><br /> O presidente da Associação de Críticos de Cinema Afro-americanos considera que: “é certamente bom para a comunidade afro-americana que um certo número de atores e criativos seja reconhecido mas faltam ainda os membros da comunidade asiática, com exceção de Dev Patel, e os latinos; também temos os muçulmanos e as mulheres que não têm tido qualquer tipo de reconhecimento ou oportunidades e estão por detrás das câmaras em postos técnicos como a realização ou a montagem. Temos ainda muito trabalho a fazer”.<br /><br /> Na categoria de documentário foram nomeados 2 filmes com temáticas americanas: Um, “O.J.: Made In America” sobre a carreira futebolística de O J. Simpson e o porquê de a América se ter apaixonado por ele; a acusação de mortee todo o caso até à absolvição. Depois, a forma como foi acusado julgado e condenado 13 anos depois por outro crime.<br /><br /> O outro, “I an not your negro”, onde o escritor James Baldwin conta a história do racismo na América com a sua novela inacabada , Remember This House. <br /><br /> Gil Robertson pensa que os filmes nomeados são tão poderosos pela história que contam como pela forma como mostram a vida das pessoas.<br /><br /> “Descobrimos a universalidade daquilo que todos vivemos. No centro de “Fences” está a luta intemporal entre um pai e um filho. Com ‘Hidden Figures’ vemos as histórias de mulheres que estão simplesmente à procura de uma oportunidade de provarem o que são capazes de fazer e isto é também universal. Em ‘Moonlight,’ temos um jovem que se debate não só com oportunidades limitadas por causa do estatuto económico da família, mas também com as questões da sua sexualidade. E isso é também algo universal”.<br /><br /> “La La Land” parte para estes Oscares na linha da frente com as suas 14 nomeações. Nunca na história da academia houve tantas nomeações em tantas categorias para profissionais afro-americanos da sétima arte. Isto faz-lhes prever também um recorde de oscares na cerimónia marcada para 26 de fevereiro.<br />
