O Tribunal Constitucional (TC) italiano abre a porta à convocação de eleições antecipadas após retificar parte da nova lei eleitoral adotada em maio.<br /><br /> Em resposta a várias recursos contra a legislação proposta pelo ex-primeiro-ministro Matteo Renzi, os juízes do Constitucional decidiram anular o escrutínio a duas voltas para as legislativas.<br /><br /> O TC mantém, no entanto, o sistema proporcional ao confirmar o chamado “prémio” que concede a maioria no parlamento ao partido que conseguir reunir mais de 40% dos votos.<br /><br /> A sentença pretende fechar o debate sobre a reforma da lei eleitoral, quando as modificações terão agora que ser aprovadas pelo parlamento.<br /><br /> A decisão surge semanas depois da reforma constitucional defendida por Matteo Renzi e adaptada à lei eleitoral, ter sido chumbada em referendo no início de dezembro, precipitando a demissão do chefe de governo.<br /><br /> O partido Cinco Estrelas de Beppe Grillo exigiu hoje a convocação de novas eleições antes da data prevista de fevereiro de 2018, quando espera poder beneficiar da lei retificada para obter uma maioria no parlamento.<br /><br /> Segundo vários analistas, longe de permitir uma maioria a um só partido, a legislação deverá continuar a favorecer a criação de coligações. Um desafio difícil para a formação de Grillo que, até hoje, rejeitou qualquer aliança com os chamados “partidos tradicionais”.<br />
