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Abbas condena lei que legaliza expropriação de terras palestinianas

2017-02-07 3 Dailymotion

O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, classificou esta terça-feira como “agressão” contra o povo palestiniano, a lei que permite a Israel apropriar-se de terras palestinianas na Cisjordânia ocupada e construir milhares de habitações nos colonatos. <br /><br /> A lei aprovada pelo parlamento de Israel é contrária ao direito internacional e constitui um desafio flagrante contra as recomendações da comunidade internacional, frisou Abbas em Paris, depois de um encontro com o presidente francês François Hollande. <br /><br /> “Esta lei é contrária ao direito internacional e vamos dar continuação aos nosso esforços junto dos tribunais internacionais para proteger a nossa existência e a nossa terra. O que Israel está a fazer é concretizar a instauração de um só Estado com um sistema de apartheid – não há outra palavra. Se isso acontecesse seria uma catástrofe para nós e para a comunidade internacional”, disse o presidente da Autoridade Palestiniana.<br /><br /> Abbas criticou também o governo britânico pelo convite feito ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para assistir às comemorações em novembro do centenário da chamada Declaração de Balfour, que deu aos representantes do judaísmo sionista apoio para a constituição de uma pátria para os judeus na Palestina.<br /><br /> Em julho, a Autoridade Palestiniana anunciou que pretendia processar o governo britânico pelo documento que em 1917 abriu a porta à criação do Estado de Israel.<br /><br /> “Anexação”<br /><br /> François Hollande recebeu Mahmoud Abbas para discutir as conclusões da conferência de paz que teve lugar em Paris no mês passado. Na conferência de imprensa conjunta, o chefe de Estado francês disse que a expansão dos colonatos poderia abrir caminho à anexação de territórios palestinianos.<br /><br /> Na segunda-feira, Israel declarou legais 53 colonatos na Cisjordânia. A nova directiva, aprovada pelo parlamento com 60 votos a favor e 52 votos contra, vem legalizar retroactivamente os colonatos judeus instalados em terrenos ocupados na Cisjordânia.<br /><br /> A lei abre caminho à expropriação de terrenos particulares na Cisjordânia, onde os palestinianos querem construir o seu novo Estado, abrangendo pelo menos 55 assentamentos ilegais e 3800 casas.<br /><br /> Responsáveis palestinianos e a oposição israelita classificam a medida como “legalização do roubo” e “anexação”. O líder da oposição de centro-esquerda, Isaac Herzog, advertiu antes da votação no Parlamento que a lei será meio caminho andado para conduzir Israel ao banco dos réus no Tribunal Internacional de Justiça.<br /><br /> O enviado das Nações Unidas para o processo de paz no Médio Oriente, Nickolay Mladenov, alertou igualmente antes da votação que a nova lei implicaria consequências legais para Israel e diminuiria as probabilidades de resolução do conflito israelo-arábe. Isto, enquanto activistas dos direitos humanos acusavam o primeiro-ministro de sacrificar o futuro de israelitas e palestinianos para atender aos interesses de setores extremistas e defender a sua própria sobrevivência políti

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