Está criada uma nova guerra de palavras entre o fundador e responsável editorial do Wikileaks, o australiano Julian Assange, e o chefe dps serviços secretos dos Estados Unidos. A curiosidade é que o agora visado era há poucos meses um defensor da plataforma digital pirata.<br /><br /> Eleito por Trump para chefiar os serviços secretos e no primeiro discurso desde que assumiu as novas funções, na quinta-feira, Mike Pompeo, o novo diretor da CIA, afirmou ser “tempo de chamar o Wikileaks pelo que é: um serviço secreto hostil não-estatal incitado por países como a Rússia”, considerando-o “um perigo para a segurança nacional” norte-americana.<br /><br /> “Na verdade, (o Wikileaks) não defende nada a não ser as próprias celebridades. Vende apenas engodo para cliques. Não tem moral e a sua missão é o auto engrandecimento pela destruição dos valores ocidentais”, acusou Pompeo.<br /><br /> Refugiado desde junho de 2012 na embaixada do Equador em Londres, no Reino Unido, para evitar um pedido de extradição da Suécia por alegada agressão sexual, o australiano Julian Assange não se ficou perante as acusações e, pelo Twitter, acusou a CIA de ter gerado grupos terroristas como a Al-Qaida ou o “daesh” ou até ditadores como Pinochet.<br /><br /> Called a “non-state intelligence service” today by the “state non-intelligence agency” which produced al-Qaeda, ISIS, Iraq, Iran & Pinochet.— Julian Assange (@JulianAssange) 14 de abril de 2017<br /><br /> O curioso das alegações de Pompeo, lembraram alguns meios de comunicação norte-americanos como a CBSNews, é que, tal como o próprio Trump, durante a campanha presidencial o agora diretor da CIA considerava publicamente o Wikileaks “uma fonte credível” sobre Hillary Clinton e os Democratas.<br /><br /> Mike Pompeo, once a WikiLeaks fan, attacks it as a hostile agent https://t.co/5k39K1VGzU— The New York Times (@nytimes) 14 de abril de 2017<br /><br /> Huma calls it a “MESS,” the rest of us call it CORRUPT! WikiLeaks catches Crooked in the act – again.#DrainTheSwamp https://t.co/juvdLIJPWu— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 21 de outubro de 2016<br />
