Israel decidiu remover os polémicos detetores de metais instalados na entrada da mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental ocupada, e substituí-los por câmaras de videovigilância de alta segurança.<br /><br />Para alguns, a manobra poderá ser o prenúncio do fim da tensão sobre as medidas de segurança na Esplanada das Mesquitas, que levou a uma tomada de posição das Nações Unidas, mas ao que parece não vai ao encontro das exigências dos muçulmanos.<br /><br />O emissário das Nações Unidas para o Médio Oriente chegou a dizer que a “crise tem de estar resolvida até sexta-feira” para evitar um aumento dos riscos de escalada de tensão com a entrada num novo ciclo de oração. <br /><br />“Pessoa alguma deve pensar, de forma errada, que estes eventos são localizados. Têm potencial para gerar custos catastróficos muito para além dos muros da Cidade Velha, de Israel e da Palestina. Muito para lá do próprio Médio Oriente”, sublinhou, esta segunda-feira, Nikolay Mladenov.<br /><br />Hoje, o Conselho de Segurança das Nações Unidas deverá voltar a reunir-se para analisar o conflito israelo-palestiniano.<br /><br />Violência gera violência e por isso mesmo o clima de alta tensão vivido nos últimos dias despoletou receios do risco de contágio.<br />
