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Catalunha: Rajoy defende operação policial contra referendo independentista

2017-09-20 1 Dailymotion

O governo espanhol aumenta a pressão sobre o referendo independentista da Catalunha, depois da polícia deter 14 pessoas, entre as quais vários membros do executivo regional. <br /><br />A “Guardia Civil” efetuou, desde esta manhã, mais de quatro dezenas de rusgas em edifícios oficiais e escritórios de empresas em Barcelona. <br /><br />Um gesto considerado pelos responsáveis catalães como “uma declaração de um estado de exceção no território” e “uma deriva autoritária”. <br /><br />Milhares de pessoas concentraram-se em Barcelona para repudiar a intervenção de Madrid contra a consulta agendada para dia 1 de Outubro. <br /><br />Entre as pessoas detidas encontram-se dois colaboradores do vice-presidente do governo regional, dois altos cargos da secretaria das Finanças, assim como vários responsáveis pela organização do referendo dentro de 11 dias.<br /><br />O presidente da “Generalitat” catalã, Carles Puigdemont, condenou o que considera ser uma “suspensão ‘de facto’ da autonomia catalã” e uma, “declaração de estado de emergência”, garantindo que não vai recuar face à pressão de Madrid.<br /><br />A Guardia Civil anunciou entretanto ter apreendido quase 10 milhões de boletins de voto destinados à consulta, considerada “il egal” à luz da Constituição Espanhola.<br /><br />O primeiro-ministro, Mariano Rajoy, defendeu a intervenção policial no parlamento:<br /><br />“Estamos a agir no quadro dos nossos deveres e vamos prosseguir nesta linha até ao fim. Trata-se de uma operação policial ordenada por um juíz e qualquer democrata, e não sei se você é um, tem que obedecer ao que é decidido por um dos três poderes do Estado”.<br /><br />O ministério do Interior espanhol decidiu, entretanto, mobilizar mais de 1.300 agentes antidistúrbios e da “Guardia Civil” para zelar pela segurança no território.<br />

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