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Caracas e o "terrorismo psicológico" dos EUA

2017-09-26 0 Dailymotion

Sem poupar nas palavras, foi através de um comunicado que o ministério venezuelano dos Negócios Estrangeiros acusou os Estados Unidos de exercerem “uma forma de terrorismo psicológico” no rescaldo da decisão que proíbe a entrada em território norte-americano de vários cidadãos do país.<br /><br />A reação ouviu-se de forma ruidosa, apesar de os Estados Unidos fazerem, aparentemente, orelhas moucas em relação ao contra-ataque venezuelano.<br /><br /> “Com um gesto descarado e de hipocrisia política, Donald Trump fundamentou os ataques à humanidade sobre os valores da paz e prosperidade”, disse, esta segunda-feira, o ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza, que acusou ainda, durante um discurso nas Nações Unidas, Donald Trump de atuar como o “imperador do mundo.”<br /><br />Se a decisão afeta, por um lado, funcionários oficiais, por outro também os cidadãos venezuelanos são castigados. Para muitos paga o justo pelo pecador.<br /><br />“Na Venezuela as pessoas são trabalhadoras, empreendedoras, querem avançar. Não é possível que por causa de um pequeno grupo que está no Governo a roubar e a violar os direitos humanos todos tenhamos de sofrer, só porque somos venezuelanos”, diz o deputado da oposição Angel Alvarez.<br /><br />Além da Venezuela, no domingo a Coreia do Norte e Chade foram também incluídos numa lista de nações abrangidas pelo decreto migratório norte-americano por infrações à segurança dos cidadãos e falta de cooperação com Washington.<br /><br />Juntam-se a países previamente incluídos como o Irão, Líbia, Síria, Somália e Iémen.<br />

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