A indefinição sobre a destinação dos resíduos sólidos produzidos na Região Metropolitana de Belém, sobretudo na capital, está deixando apreensivas as comunidades tradicionais que residem nos municípios do Acará e Bujaru, na região paraense conhecida como Baixo Acará. Os moradores dizem que existe a possibilidade de que um aterro sanitário seja implantado naquela região. As prefeituras do Acará e Bujaru já deixaram claro que não querem esse empreendimento instalado em seus respectivos municípios. Segundo o Movimento Fora Lixão de Bujaru e Acará, a área de impacto do aterro sanitário que querem instalar na região abrange uma população de aproximadamente 8 mil habitantes diretamente, com potencial de contaminar a água da capital do estado, pois está a apenas 13 quilômetros da Estação de Abastecimento de Belém - e de uma dezena de igarapés, nascentes protegidas, terras quilombolas, com uma população extrativista em sua maioria.<br /><br />PERSONAGENS:<br />Fábio Nogueira, Presidente da Associação Menino Jesus (Acará) <br />Maria Gomes, moradora da comunidade quilombola Menino Jesus (Acará)<br />Adelson Gomes, "Tiririca", produtor de carvão (Acará)<br />Benedito Farias Coelho, “Nocico”, produtor de açaí (Acará)<br />Ellem Fernanda, estudante, moradora da Alça Viária (Acará)<br />Raimunda Lima, pequena produtora (Bujaru)<br />Natalina Carvalho, professora de Taperaçu (Bujaru)<br />Ana Lúcia Reis das Mercês, moradora de Taperaçu (Bujaru)<br /><br />MATÉRIA: Dilson Pimentel<br />IMAGENS: Igor Mota
