O pré-candidato do NOVO à Presidência da República, Luiz Felipe D’Ávila, disse nesta sexta-feira (1º) em entrevista ao Papo Antagonista com Claudio Dantas que a fronteira de respeito dos poderes não é mais respeitada – e que, com isso, o Supremo Tribunal Federal (STF) ganha mais poderes do que o esperado em uma democracia saudável.<br /><br />“O Supremo se tornou o 3º turno das eleições porque a política vem judicializando suas derrotas”, diz D’Ávila. “Parte deste ativismo do supremo é fruto sim da política, que não consegue limitar suas decisões e resoluções ao âmbito do legislativo, e tem essa mania de se judicializar todas as suas derrotas.”<br /><br />Entre as soluções propostas pelo pré-candidato ao tema, estariam limitar as decisões monocráticas de ministros e o acesso à corte. “Uma mudança importante é certa limitação das ADIn, porque elas foram banalizadas, e é inacreditável o número que nós temos”, ele diz. “E aí evidente que o Supremo se manifesta em assuntos que não devia se manifestar.”<br /><br />Ele cita como exemplo a discussão sobre a cláusula de barreira – que em sua visão seria de competência exclusiva do legislativo. “O que o Supremo devia ter feito era dizer que este é um assunto para ser tratado unicamente no âmbito do legislativo”, comentou, “mas o Supremo foi, opinou, mexeu e alterou uma regra do Legislativo.”<br />--<br />Cadastre-se para receber nossa newsletter:<br />https://bit.ly/2Gl9AdL<br /><br />Confira mais notícias em nosso site:<br />https://www.oantagonista.com<br /><br />Acompanhe nossas redes sociais:<br />https://www.fb.com/oantagonista<br />https://www.twitter.com/o_antagonista<br />https://www.instagram.com/o_antagonista
