Os jornalistas estão excitadíssimos com a posse de Alexandre de Mores (foto), ontem, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Os recados do ministro a Jair Bolsonaro causaram esgares de prazer, porque a democracia, afinal de contas, deu outra resposta forte ao presidente golpista, depois dos manifestos que foram comparados até mesmo a eventos levados a cabo por gente corajosa no auge da ditadura militar.<br /><br />Como nunca acreditei na possibilidade de golpe, crença baseada no fato de que nunca houve condições objetivas para isso, tudo não passando de alopragem de Jair Bolsonaro e algumas dúzias de cretinos, assisto ao espetáculo geral com algum espanto. Uma democracia madura não precisa de estridência para defender-se de discursos golpistas. Uma democracia madura não precisa de desagravos teatrais às suas instituições. Uma democracia madura dá respostas fortes, mas serenas a quem a pretende miná-la. A posse de ontem foi tudo menos serena. Seria a nossa democracia, então, imatura?<br /><br />É nas democracias imaturas que as meras formalidades deixam de ser um elogio que as instituições prestam à normalidade. É nas democracias imaturas que os personalismos predominam. É nas democracias imaturas que as vaidades ofuscam.<br /><br />Estou, além de espantado, ofuscado -- e, ao contrário dos meus colegas jornalistas, bem preocupado com a maturidade da democracia brasileira.<br /><br />Cadastre-se para receber nossa newsletter:<br />https://bit.ly/2Gl9AdL<br /><br />Confira mais notícias em nosso site:<br />https://www.oantagonista.com<br /><br />Acompanhe nossas redes sociais:<br />https://www.fb.com/oantagonista<br />https://www.twitter.com/o_antagonista<br />https://www.instagram.com/o_antagonista
