Em entrevista coletiva on-line nesta sexta-feira (4), o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates (foto), negou que a mudança na política de preços da estatal tenha sido a responsável por fazer o lucro da companhia cair 47% no segundo trimestre deste ano.<br /><br />“Eu vi várias pessoas tentando relacionar o resultado à [nova] política de preços. Isso é desconexo”, declarou Prates, conforme o relato de O Globo.<br /><br />“Tivemos queda do preço do Brent e das margens internacionais [do diesel]. E isso atingiu todas as empresas. Em termos de fluxo de caixa operacional, as outras petroleiras tiveram queda média de US$ 5,6 bilhões. Nós caímos US$ 4,9 bilhões. Desempenhamos melhor que a média”, acrescentou o presidente da Petrobras.<br /><br />Prates também negou que a companhia esteja sendo leniente com a política de preços. “Analisamos todas as variáveis e cada produto tem um mercado diferente. E usamos a flexibilidade logística ao máximo. Abrasileirar os preços, que o presidente Lula, fala é isso —é aproveitar as vantagens competitivas da Petrobras a favor do Brasil. Estamos fazendo isso e não estamos perdendo dinheiro com essa política”, alegou.<br /><br />A Abicom, entidade que reúne os importadores de combustíveis, afirma que os preços estão defasados desde meados de maio. E analistas temem que o pior ainda esteja por vir —ou seja, que a nova política de preços afete de fato os resultados no terceiro trimestre caso a Petrobras não promova nenhum reajuste.<br /><br />Apoie o jornalismo independente. Assine o combo O Antagonista + Crusoé: https://assine.oantagonista.com/ <br /><br />Siga O Antagonista nas redes sociais e cadastre-se para receber nossa newsletter https://bit.ly/newsletter-oa <br /><br />Leia mais em oantagonista.uol.com.br | crusoe.uol.com.br
