A imigração coreana para o Brasil é oficialmente registrada desde 1963, mas há relatos da presença desse grupo no país ainda nas primeiras décadas do século XX. Décadas depois, a influência cultural da Coreia do Sul se expandiu de forma exponencial, impulsionada por um fenômeno global conhecido como Hallyu — a “onda coreana”. Séries televisivas, os chamados K-dramas, passaram a ocupar espaço em plataformas de streaming, enquanto grupos de K-pop como BTS, BLACKPINK e Stray Kids conquistaram fãs em diferentes gerações. Em Belém, esse movimento cultural deixou de ser apenas uma tendência para se transformar também em oportunidade de negócio.<br /><br />O crescimento do interesse por gastronomia, moda e produtos ligados à cultura sul-coreana abriu espaço para empreendedores locais que enxergaram no entusiasmo dos fãs um mercado em consolidação. Restaurantes temáticos, como o criado pelos empresários Charles Cotta e Karol Cotta, e lojas de produtos personalizados, como a da empreendedora Andy Souza, passaram a atender um público diverso, que vai de adolescentes a famílias inteiras.<br /><br />Entrevistados: empresários Charles Cotta e Karol Cotta<br /><br />Reportagem: Thaline Silva* (estagiária)<br />Imagens: Cláudio Pinheiro
