Não foi só a Volkswagen que violou direitos na ditadura militar no Brasil. Outras cinco empresas estão agora negociando possíveis acordos de reparação com vítimas de abusos durante o regime. Quem contou isso para a gente foi o Ministério Público Federal, que quer fazer justiça 40 anos depois."A atividade empresarial tem responsabilidade pela preservação e pelo respeito aos direitos humanos. A partir do momento em que ela se alia a regimes autoritários para tirar benefícios e, em troca, ou seja, por uma questão ideológica ou por um interesse econômico, colabora, é cúmplice desse regime autoritário, que ela saiba que ela pode ser responsabilizada no futuro", afirma Marlon Alberto Weichert, procurador regional da República. Os nomes destas empresas, por enquanto, estão sob sigilo. O que a gente sabe é que, desde 2023, pelo menos 13 empresas viraram alvo de investigações. Isso porque os historiadores cada vez mais escavam o que realmente aconteceu em grandes companhias durante a ditadura. Muitos deles dizem, inclusive, que o Brasil viveu uma "ditadura empresarial-militar".
