No ano três mil talvez as cidades <br />aprendam de novo a escutar o vento <br />e as avenidas, cansadas de fumaça, <br />deixem crescer jardins no cimento. <br /><br />Talvez os homens já saibam <br />que nenhuma máquina substitui ternura, <br />e que todo planeta habitável <br />Estimule a delicadeza de maior alvura. <br /><br />(Refrão) <br />Ano três mil, aurora de vidro <br />pairando azul sobre a escuridão <br />e a humanidade enfim desperta <br />do longo inverno da ilusão <br /><br />(Refrão) <br />Ano três mil, aurora de vidro <br />pairando azul sobre a escuridão <br />e a humanidade enfim desperta <br />do longo inverno da solidão <br /><br />Haverá crianças olhando Saturno <br />feito quem contempla um quintal vizinho, <br />e velhos telescópios esquecidos <br />dormirão em museus de alumínio. <br /><br />Talvez ninguém mais precise gritar <br />para provar existência ou razão, <br />porque a inteligência terá descoberto <br />o antigo valor da contemplação. <br /><br />(Refrão) <br />Ano três mil, aurora de vidro <br />pairando azul sobre a escuridão <br />e a humanidade enfim desperta <br />do longo inverno da ilusão <br /><br />No ano três mil talvez a humanidade <br />finalmente compreenda devagar <br />que sobreviver nunca foi bastante, <br />e que viver era aprender a se maravilhar. <br /><br />(Refrão) <br />Ano três mil, aurora de vidro <br />pairando azul sobre a escuridão <br />e a humanidade enfim desperta <br />do longo inverno da solidão <br /><br /><br />Astrikos Katoikos <br />Copyright ©️ 2020 <br />Todos os Direitos Reservados <br /><br />#astrikoskatoikos #future #futuroprometedor #rockprogressive #postrock
