A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) gerou forte repercussão nas redes sociais após sua participação no programa LoreLive, apresentado por Lorelay Fox na Dia TV. Conhecida por seu posicionamento firme e defesa ativa dos direitos humanos, a parlamentar não poupou palavras ao direcionar críticas contundentes ao líder religioso Silas Malafaia e ao apresentador de televisão Ratinho.<br /><br />“Cafetão da fé”: Erika Hilton recusa tirar a peruca para Silas Malafaia<br />Durante o tradicional quadro “Tira ou Não Tira a Peruca”, a primeira personalidade apresentada foi o pastor Silas Malafaia. De forma categórica, Erika Hilton recusou-se a tirar o acessório para o líder religioso e justificou sua fala com duras críticas à atuação dele na sociedade.<br /><br />“Primeiro que eu não diria ‘líder religioso’. Eu diria cafetão da fé”, disparou a deputada.<br /><br />Hilton argumentou que figuras como Malafaia utilizam a espiritualidade, o medo e a vulnerabilidade das pessoas para a manutenção do próprio poder e de aliados políticos.<br /><br />“Esse cara é o que há de pior. Ele rebaixa a espiritualidade, rebaixa a religiosidade… É um cafetão da fé, mercenário, aproveitador, pilantra, golpista. Não tiro a peruca para Silas Malafaia.”<br /><br />Ataques à identidade de gênero: Relação com Ratinho é classificada como criminosa<br />O clima voltou a esquentar quando a imagem do apresentador Ratinho foi exibida no telão. A deputada relembrou o recente embate público com o comunicador, que havia proferido ofensas contra sua identidade de gênero, afirmando que a parlamentar “não era mulher”.<br /><br />Erika Hilton enfatizou que, embora críticas à sua atuação política e parlamentar façam parte do jogo democrático, o uso de concessões públicas de televisão para atacar a existência e dignidade de minorias ultrapassa o limite da opinião e entra na esfera criminal.<br /><br />“Quando você usa a sua audiência, quando você usa um programa de televisão em horário nobre não para atacar as posições políticas de uma parlamentar, mas para agredi-la, para ofendê-la, para violar a sua própria identidade de gênero e incitar o ódio contra uma parcela que já vive uma das piores estatísticas no nosso país, o que você faz é criminoso”, explicou Hilton.<br /><br />A deputada ressaltou o impacto social de discursos transfóbicos na televisão, lembrando que o Brasil lidera rankings de violência contra pessoas trans. Ela defendeu que tais atitudes não podem ser normalizadas sob o pretexto de “liberdade de expressão”.<br /><br />“Isso é grave, é irresponsável, é nojento, é criminoso, é baixo. E isso não pode ser tolerado (…). Não é opinião. É crime. E crime tem que ser respondido devidamente”, concluiu, negando-se também a tirar a peruca para o apresentador.<br /><br />Repercussão<br />A entrevista de Erika Hilton rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados do dia, dividindo opiniões e reacendendo debates sobre os limites da liberdade de expressão na mídia, a responsabilidade de figuras públicas e o combate à transfobia no Brasil.<br /><br />Acompanhe mais atualizações na Orgulho TV
