...na órbita opaca, ata lacrada, pauta traçada em mesa cerrada <br />mapa da Terra, intenção dispersa, guerra que versa na própria cilada <br />um lê registros de tumulto insistente, gente que inventa motivo e sentença <br />outro rebate com argumento rente, mente que tenta impôr consistência <br />há quem observe ternura precária, raro intervalo num quadro instável <br />logo engolido por lógica besta, forma que deforma o mais razoável <br />e o próprio conselho já entra em atrito, sentido partido em dúvida aberta <br />pois julgar o humano arrasta o juízo pra mesma arena incerta <br /><br />se desce, se perde no caos que herda <br />se toma, já toma também o defeito <br />domínio ali vira trama que enreda <br />quem quer mandar fica preso no feito <br />não há comando que feche a ferida <br />não há sistema que resolva a tensão <br />quem tenta ordem assume a partida <br />dentro da mesma contradição <br /><br />Terra, planeta prisão... <br /><br />se desce, se perde no caos que herda <br />se toma, já toma também o defeito <br />domínio ali vira trama que enreda <br />quem quer mandar fica preso no feito <br />não há comando que feche a ferida <br />não há sistema que resolva a tensão <br />quem tenta ordem assume a partida <br />dentro da mesma contradição <br /><br />Terra, planeta prisão... <br /><br />simulam avanço com linha perfeita, feita sem falha, modelo fechado <br />logo a sequência se mostra imperfeita, cada evento aparece trocado <br />um ato mínimo gera três lógicas, três vozes opostas no mesmo registro <br />e o mesmo fato, em chaves ilógicas, vira disputa sem termo previsto <br />um tenta impor leitura estática, prática exata, domínio seguro <br />mas a matéria se move errática, tática inútil, cenário impuro <br />pois o humano altera o próprio desenho no exato instante da projeção <br />e o plano desmancha dentro do empenho, sem qualquer determinação <br /><br />se desce, se perde no caos que herda <br />se toma, já toma também o defeito <br />domínio ali vira trama que enreda <br />quem quer mandar fica preso no feito <br />não há comando que feche a ferida <br />não há sistema que resolva a tensão <br />quem tenta ordem assume a partida <br />dentro da mesma contradição <br /><br />Terra, planeta prisão... <br /><br />cessa o debate em ponto suspenso, pauta sem termo, veredito ausente <br />falta um suporte mínimo denso pra qualquer decisão consistente <br />domínio exige objeto estável, forma que aceite limitação <br />ali só surge movimento variável que desfaz qualquer contenção <br />partem levando um resíduo estranho, dado sem chave, quadro sem lei <br />um mundo que cria e destrói no mesmo arranjo que ninguém prevê <br />e quem contempla por tempo prolongado perde a própria direção <br />pois a Terra devolve ao invasor a mesma desorganização <br /><br />se desce, se perde no caos que herda <br />se toma, já toma também o defeito <br />domínio ali vira trama que enreda <br />quem quer mandar fica preso no feito <br />não há comando que feche a ferida <br />não há sistema que resolva a tensão <br />quem tenta ordem assume a partida <br />dentro da mesma contradição <br /><br />Terra, planeta prisão... <br /><br />________________________________ <br /><br />Astrikos Katoikos <br />Copyright ©️ 2009 <br />Todos os Direitos Reservados ® <br /><br />#astrikoskatoikos
