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Astrikos Katoikos - "O Clarão das Ribanceiras"

2026-06-26 4 Dailymotion

Longe dos currais poeirentos <br />num sertão de samambaia <br />dois campeiros se embrenharam <br />pela grota da Jandaia <br /><br />Nico Lara vinha sério <br />Anselmino cantador <br />procurando um novilho <br />de pelagem cor de flor <br /><br />Pelas furnas do Taboco <br />o nevoeiro descia <br />feito pano envelhecido <br />sobre a mata arredia <br /><br />cada touça do caminho <br />se encostava no luar <br />e os cavalos refungavam <br />sem vontade de avançar <br /><br />(Refrão) <br />Ê clarão das ribanceiras <br />quem derrama seu luzeiro <br />tem riqueza nesse fogo <br />tem desgraça no roteiro <br />quem se perde nas groteiras <br />vendo a dama arredando <br />vai deixando o próprio nome <br />nos desvãos do recanto <br /><br />Anselmino ouviu longe <br />um chocalho sem boiada <br />e uma cantoria rouca <br />pela furna ensombrada <br /><br />Nico Lara apeou lento <br />pra enxergar na luação <br />quando viu correndo ouro <br />pelas pedras do grotão <br /><br />Era moça ou assombro antigo <br />nem os dois souberam ver <br />só notaram os cabelos <br />cor de brasa a escorrer <br /><br />e um vestido amarelando <br />feito cobre de fundição <br />clareando as gameleiras <br />na fundura do espigão <br /><br />(Refrão) <br />Ê clarão das ribanceiras <br />quem derrama seu luzeiro <br />tem riqueza nesse fogo <br />tem desgraça no roteiro <br />quem se perde nas groteiras <br />vendo a dama arredando <br />vai deixando o próprio nome <br />nos desvãos do recanto <br /><br />Anselmino quis benzê-la <br />com um verso de oração <br />Nico Lara viu novilhas <br />pastos grandes e alazão <br /><br />viu terreiro iluminado <br />viu fartura no paiol <br />viu varanda branqueando <br />Naquele sol depois do sol <br /><br />Veio um ronco pelas pedras <br />revirando o carrascal <br />e o garrote apareceu <br />disparando pro varjal <br /><br />Anselmino foi atrás <br />na carreira do alazão <br />Nico Lara ficou preso <br />na quentura do clarão <br /><br />(Refrão) <br />Ê clarão das ribanceiras <br />quem derrama seu luzeiro <br />tem riqueza nesse fogo <br />tem desgraça no roteiro <br />quem se perde nas groteiras <br />vendo a dama arredando <br />vai deixando o próprio nome <br />nos desvãos do recanto <br /><br />Quando o dia abriu vermelho <br />sobre as cristas da chapada <br />Anselmino regressou <br />pela trilha ensaburada <br /><br />mas do outro só sobraram <br />marca funda pelo facho <br />e um chapéu despedaçado <br />na barranca do riacho <br /><br />Hoje em noites de trovada <br />quem escuta o descampado <br />ouve casco sem cavaleiro <br />pelo ermo desolado <br /><br />e um chamado comprido <br />vindo além do taquaral <br />feito um homem campeando <br />num sertão sobrenatural. <br /><br />(Refrão) <br />Ê clarão das ribanceiras <br />quem derrama seu luzeiro <br />tem riqueza nesse fogo <br />tem desgraça no roteiro <br />quem se perde nas groteiras <br />vendo a dama arredando <br />vai deixando o próprio nome <br />nos desvãos do recanto <br /><br />------------------------------------- <br /><br />✓✓ composição de 👇🏻 <br />Astrikos Katoikos <br />Copyright ©️ 2024 <br />Todos os Direitos Reservados <br /><br />#astrikoskatoikos #horror #horrorstories #horrorstory #sertão #caipira #sertanejo #countrymusic #country #violão

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