Quando a aurora ergueu seu estandarte, <br />O Congo abriu o próprio coração. <br />Mas veio a Europa, antiga carcereira, <br />Cobrar em sangue a libertação. <br /><br />Nenhuma força armada vence uma palavra <br />Quando ela nasce para permanecer. <br />Quem fala em nome de milhões de homens <br />Já não pertence ao seu próprio morrer. <br /><br />As minas davam cobre aos impérios, <br />Diamantes milionários riam sobre a dor. <br />Enquanto a terra alimentava tronos, <br />Seu povo conhecia o pior dissabor. <br /><br />Vestia apenas voz e esperança, <br />Nenhum palácio lhe serviu de lar. <br />Carregava um país nos ombros <br />Sem jamais deixar de caminhar. <br /><br />(Refrão) <br />Lumumba! <br />Seu nome rompeu a noite colonial. <br />Muito mais alto que qualquer tribunal. <br />Te partiram membro por membro, <br />Lançaram seus ossos ao nada... <br />Mas nenhum ácido dessa terra <br />Dissolve o destino de uma alma determinada. <br /><br />Os generais venderam continentes, <br />Os Mercadores leiloaram a razão. <br />Carimbos, fardas, mapas e gravatas <br />Nunca calaram uma nação. <br /><br />Os rios seguem rumo ao oceano, <br />As árvores conhecem seu valor. <br />Cada criança livre da África <br />Carrega um fragmento do seu ardor. <br /><br />A chuva lava o ferro das correntes, <br />Jamais a culpa dos algozes. <br />Cada século devolve aos assassinos <br />O julgamento de milhões de vozes. <br /><br />(Refrão) <br />Lumumba! <br />Seu nome rompeu a noite colonial. <br />Muito mais alto que qualquer tribunal. <br />Te partiram membro por membro, <br />Lançaram seus ossos ao nada... <br />Mas nenhum ácido dessa terra <br />Dissolve o destino de uma alma determinada. <br /><br />Um dente regressou como relíquia, <br />Vergonha para quem o conservou. <br />Restava pouco do seu corpo, <br />Restava tudo quanto edificou. <br /><br />Reinos tombam. <br />Bandeiras envelhecem. <br />Toda tirania perde a cor. <br />Mas quem oferece a própria vida <br />Entra em nossa memória com louvor. <br /><br />Hoje o Congo pronuncía seu sobrenome, <br />E cada sílaba desfaz o breu. <br />Podem ocultar um corpo inteiro, <br />Jamais sepultar aquilo que nasceu. <br /><br />Patrice Lumumba, <br />Patrice Lumumba, <br />Nenhum império venceu seu nome. <br />Seu exemplo é no nosso coração <br />Que retumba... <br /><br />xxxxxxxxxxxxxxxxxx <br /><br />✓✓ composição de 👇🏻 <br />Astrikos Katoikos <br />Copyright ©️ 2026 <br />Todos os Direitos Reservados ® <br /><br />#astrikoskatoikos #congo #punkrock
